Câncer de cólon: diagnóstico e tratamento


O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima, para o biênio 2018-2019, 36.360 casos de câncer de cólon. Trata-se do terceiro tipo de tumor mais frequente entre os homens e o segundo na população feminina. É uma doença multifatorial, desencadeada por fatores genéticos, ambientais e relacionados ao estilo de vida. Pode ser prevenida e existem comportamentos que reduzem o risco de aparecimento da neoplasia. Vamos esclarecer um pouco mais sobre este tema.


Sintomas e fatores de risco

Mais de 90% dos casos são diagnosticados em pessoas com mais de 50 anos de idade. Entretanto, os mais jovens precisam ficar atentos, principalmente se há histórico familiar de câncer colorretal e história pessoal de câncer de ovário, útero ou mama.

Em estágios avançados, o problema pode causar perda de sangue nas fezes, dor abdominal, massa abdominal palpável, alteração do ritmo intestinal, emagrecimento, náuseas, vômitos e anemia de origem indeterminada.

Outros dois fatores de risco são as enfermidades inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, bem como doenças hereditárias – polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC).


A palavra-chave é prevenção

O primeiro passo é adotar uma dieta rica em fibras (25 a 30g por dia), composta de frutas (duas xícaras e meia por dia), verduras, legumes, cereais integrais, grãos e sementes. Muito cuidado com o consumo elevado de carnes, principalmente as de origem animal, e queijos.

Além disso, é necessário moderar no consumo de bebidas alcoólicas, abandonar o cigarro e jogar o sedentarismo para escanteio. Recomenda-se 30 minutos de exercícios aeróbicos, pelo menos cinco vezes por semana, e musculação, no mínimo duas vezes por semana.

Levantamentos recentes estimam que cerca de 50 a 75% dos casos de câncer colorretal podem ser prevenidos apenas adquirindo um estilo de vida saudável.


Quanto antes, melhor

Apenas 40% dos casos são constatados em estágio inicial, quando as chances de o tratamento ser bem sucedido é de 95%. Muitos não realizam os dois principais exames de rastreamento, às vezes por receio e até mesmo por falta de informação. São eles: pesquisa de sangue oculto nas fezes e endoscopias (colonoscopia ou retossigmoidoscopias).


Diagnóstico de câncer de cólon

A colonoscopia não é um procedimento doloroso e constrangedor, como acreditam. O teste dura de 15 a 30 minutos e o paciente é sedado para evitar desconforto. O preparo necessário do cólon para realização do exame padrão pode ser um pouco incômodo, mas o médico saberá as melhores opções para atenuar o processo.

No exame, todo o órgão é examinado e, caso existam pólipos, eles são retirados para análise, podendo ser benignos ou pré-cancerígenos. Ter um pólipo não é sinônimo de câncer colorretal.


Precisarei fazer cirurgia?

A cirurgia é o tratamento inicial de câncer de cólon. Retira-se parte do intestino doente e os nódulos linfáticos próximos à região. Após, a radioterapia – associada ou não à quimioterapia – visa diminuir a possibilidade de volta do tumor. As ações adotadas dependerão, sobretudo, do tamanho, da localização e da extensão do tecido afetado.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto.

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